quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

SÓ SABE O QUE É MISERICÓRDIA QUEM UM DIA JÁ PRECISOU DELA


https://share.google/3UAbdfOW24XJQ4ynI

Vivemos em um mundo onde se tornou comum ouvir frases como: "não confio em ninguém”; errou uma vez comigo, já era”; perdoar é coisa de besta”; depois do que fez, não merece outra chance”; não deveria mais pregar ou cantar depois do que aconteceu”.

Essas falas revelam algo perigoso: a facilidade com que julgamos os outros usando a nossa própria régua, como se ela fosse perfeita, justa e definitiva. Agimos como se nossas conclusões fossem finais, como se não houvesse espaço para arrependimento, restauração ou graça.

Mas a Bíblia nos confronta duramente quando tentamos assumir esse lugar. O profeta Isaías declara:

Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam”(Isaías 64:6).

Nesse texto, Isaías revela duas verdades fundamentais.

A primeira é clara: somos imperfeitos diante de Deus. Nenhum de nós está em posição de pureza absoluta; todos carecemos de misericórdia.

A segunda verdade é ainda mais desconcertante: até aquilo que consideramos “justiça” própria é insuficiente (trapo de imundícia, o 'absorvente' usado pelas mulheres na época durante a menstruação) diante da santidade divina.

Diante disso, surge uma pergunta inevitável: somos realmente perfeitos a ponto de nos acharmos superiores aos outros?

Nossa mente nunca abrigou pensamentos maus? Nunca tivemos desejos errados, atitudes equivocadas ou falhas ocultas?

A Palavra é direta:

“Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1 João 1:8,10).

Se hoje estamos de pé, não é por mérito, mas por misericórdia.

“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos” (Lamentações 3:22–23).

Jesus deixou isso claro quando ensinou que aquele que foi muito perdoado, muito ama (Lc 7:47). O problema é que, quando esquecemos de onde Deus nos tirou, passamos a tratar o erro do outro com dureza, como se nunca tivéssemos falhado. A memória curta da graça gera um coração longo em julgamento.

Não é à toa que Tiago faz um alerta severo:

“Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tiago 2:13).

Quando escolhemos não exercer misericórdia, não estamos apenas ferindo o outro; estamos assinando, sem perceber, a sentença que um dia será lida contra nós mesmos.

Por isso, todo cuidado é pouco. A régua que usamos para medir os outros um dia será usada contra nós.

Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).

Tem gente que nunca precisou de muita clemência e não tem clemência pelo outro. Isso é perigoso, pois Deus pode permitir que passemos pelo mesmo processo pra entendermos o que é precisar de misericórdia. Tem ainda aqueles que são frutos de tamanha misericórdia divina, mas com o tempo, se esquece que só é o que é por causa da graça, e começa decidir sobre quem pode ou não pode ser alcançado pela graça. Mas quando não liberamos perdão, atraímos a resistência de Deus, e até os pecados já perdoados podem vir à toma.

Você já leu a parábola do credor incompassivo? 

Leia em Mateus 18:23-35.

Quando chegar o momento de sermos julgados pelo mesmo padrão que usamos para julgar os outros, a pergunta final será inevitável:

Seremos achados inocentes… ou apenas carentes da mesma misericórdia que um dia negamos?

No fim das contas, só sabe o que é misericórdia quem já esteve no chão, precisando dela. E só permanece de pé diante de Deus quem entende que a graça recebida deve, obrigatoriamente, se transformar em graça oferecida.

Nunca compactue com o pecado, nem omita a verdade quando alguém errar e precisar ser exortado. Mas faça isso sem arrogância nem soberba; seja misericordioso e humilde ao corrigir, lembrando que todos somos totalmente dependentes da misericórdia de Deus.

A palavra misericórdia vem de dois termos: míseris (miserável) e cordia (coração). Significa tomar o miserável e trazê-lo ao coração.

Isso é graça em movimento.

Vivamos portanto, a misericórdia. Trazer o miserável ao coração é exatamente o abraço da Graça (Ef 2:8-10)!

Ignorar os sinais de Deus vai te trazer consequências terríveis.

https://share.google/tsk0FragqaiVucli6

 Há uma frase que diz: "O inteligente aprende com os próprios erros, o sábio aprende com os erros dos outros."

O problema é que tem gente que às vezes, não aprende com os erros dos outros e nem aprende com os próprios erros; precisa quebrar a cara várias vezes colhendo os frutos das ações para entender que sua falta de percepção lhe trouxe danos terríveis. Não espere acontecer com você pra entender que não dá certo. 

Que Deus nos dê discernimento para fugirmos "da aparência do mal" (1 Ts 5.22).

Ef 5.13b: "Porque a luz tudo manifesta".

ESTAR PERTO DE DEUS NÃO É APENAS UMA OPÇÃO, É QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA

  https://share.google/QlmqVcUo6QUdgu9JB Quando Deus criou todas as coisas, ele as criou em sua maioria dando ordens e decretos: 'haja...